Maternidade Bissaya Barreto alerta utentes por SMS

“O Hospital dos Covões, a Maternidade Bissaya Barreto e o Hospital Pediátrico, unidades integradas no Centro Hospitalar de Coimbra (CHC), estão a notificar os seus pacientes através de mensagens escritas enviadas para os telemóveis (SMS).
Desde que disponibilizem o seu contacto, todos os interessados poderão ser relembrados com 48 horas de antecedência da data, a hora e o local da sua consulta, concretiza uma nota enviada à imprensa.
A experiência arrancou em Novembro e os resultados preliminares indicam uma redução da taxa de absentismo. Nesta primeira fase de testes, e em apenas 20 dias, o CHC já enviou duas mil mensagens escritas para utentes das três unidades de saúde.
[…] «O corpo médico está tão satisfeito com o serviço oferecido às consultas externas que tem insistido para o estendermos ao hospital de dia», frisa a administradora hospitalar do CHC, Rosário Reis. «Agora só apelamos aos utentes interessados que venham actualizar os seus contactos. Mas o sistema já está a funcionar em pleno». O aviso por SMS não substitui, contudo, a notificação postal. «Fazemos isto pelos nossos utentes e para melhorar o serviço que lhes prestamos. E a notificação postal continua ainda a ser muito importante», assegura Rosário Reis.”

Fonte: Diário de Coimbra, 15/12/2008

Mulheres famosas que deram à luz um filho prematuro, relatam a experiência no livro Antes do Tempo

“[…] Alberta Marques Fernandes, Carla Rocha, Cristina Cardiga, Luísa Beirão, Maria Manuel Cyrne, Paula Guerra e Solange Monteiro. O que une estas mulheres?

Todas deram à luz um filho prematuro, experiência que relatam no livro Antes do Tempo.

A Secção de Neonatologia da Sociedade Portuguesa de Pediatria apresenta esta obra hoje [15/12/2008], pelas 19h00, no Museu da Electricidade.

[…] é um livro que conta […] com reportagens fotográficas efectuadas nas principais maternidades do país: Maternidade Alfredo da Costa, Maternidade Bissaya Barreto e Maternidade Júlio Dinis, sob o olhar da objectiva do fotógrafo Alexandre da Silva.”

Fonte: Destak, 15 | 12 | 2008   12.19H

Partos prematuros crescem 45% em 6 anos

De 2001 para 2007, o número de bebés nascidos antes do tempo aumentou 45%, passando de 6069 para 8801, ou seja, mais 2732. Uma tendência que é um sinal dos tempos. Gravidezes tardias e o recurso a técnicas de tratamento da infertilidade são duas razões para o aumento.

[…] O único medicamento licenciado para as ameaças de parto pré-termo nem sempre é o escolhido para tratar o problema. De acordo com Isabel Santos Silva, médica da Maternidade Bissaya Barreto (Coimbra), “há hospitais que não o usam, ou que o usam menos do que deviam”. O fármaco tem menos efeitos adversos nas mulheres do que os utilizados anteriormente, “e que nem estavam testados para tratar este problema”. Lá fora “até houve complicações graves e mortes, embora aqui só se tenham registado situações de dor de cabeça e desmaios”, por exemplo. O elevado custo – cerca de 350 euros contra os dez do remédio utilizado anteriormente – é uma das razões que a médica aponta para o menor uso. […]”

Fonte: Diário de Notícias, 04 de Dezembro de 2008

Hospital do Barlavento Algarvio certificado como "Amigos dos Bebés"

O Hospital do Barlavento Algarvio, em Portimão, recebeu ontem das mãos da ministra da Saúde, Ana Jorge, o certificado de “Hospital Amigos dos Bebés”, uma distinção da UNICEF já atribuída ao Hospital Garcia d´Orta e Maternidade Bissaya Barreto.

“Já temos três hospitais ‘Amigos dos Bebés’, mas precisamos continuar este trabalho de promoção do aleitamento materno em Portugal”, afirmou a ministra da Saúde na Conferência da UNICEF/Comissão Nacional da Iniciativa dos Hospitais Amigos dos Bebés, que assinala a “Semana do Aleitamento Materno”, com o tema “Apoio às Mães no Sucesso da Amamentação”.

[…] O presidente da UNICEF Portugal, Manuel Pina, adiantou que a tarefa de certificar os hospitais Amigos dos Bebés está agora mais facilitada, porque já existe uma “carteira de avaliadores nacionais” e já não é preciso recorrer a especialistas internacionais.

“Até agora, ao segundo HAB [Maternidade Bissaya Barreto], nós tivemos de recorrer a uma técnica internacional de reconhecimento.

[…] A Comissão Nacional da Iniciativa dos Hospitais Amigos dos Bebés quer estender a iniciativa “Amigos dos Bebés” aos centros de saúde e universidades.

[…] A enfermeira Teresa Félix, da Comissão Nacional, acrescentou que faz “todo o sentido” os centros de saúde e as universidades ligadas à saúde estarem envolvidos nesta dinâmica, como acontece noutros países, para um melhor apoio e acompanhamento das mulheres grávidas.

[…] A ARS/Norte também tem apostado na promoção do aleitamento materno, tendo desde Abril de 2007 iniciado a formação de profissionais nesta área, abrangendo já cerca de 250 especialistas, entre os quais médicos e enfermeiros, segundo a médica Maria Constantina Silva.

Para promover o aleitamento materno foi lançada uma campanha global destinada a informar e incentivar ao apoio da comunidade ao aleitamento materno.

Um site na Internet (www.cantinhodaamamentacao.com ) e um fórum de discussão são alguns dos suportes disponíveis para informar e criar “uma comunidade de verdadeiros apoiantes da amamentação”.

A enfermeira Marília Pereira, especialista em Saúde Materna e Obstetrícia e consultora de aleitamento materno, disse que “para que a amamentação seja bem sucedida e duradoura é necessário que a família, os profissionais de saúde e a comunidade apoiem a mãe que amamenta, protejam e promovam o aleitamento materno”.

“O aleitamento materno é o único alimento completo e ideal para o bebé até ao sexto mês de vida”, sublinhou a enfermeira.

Fonte: Jornal do Algarve, 7/10/2008

Taxas de aleitamento materno longe das recomendações da OMS

Segundo Adelaide Taborda, obstetra da Maternidade Bissaya Barreto (MBB), “nas últimas décadas as taxas de aleitamento materno desceram muito abaixo do desejado”.

«[…] Logo no primeiro mês, as dúvidas e a falta de apoio às mães fazem a taxa de aleitamento baixar, tornando importante, de acordo com Adelaide Taborda e Ana Paula Costa [enfermeira da MBB], uma continuidade de promoção nos centros de saúde. Depois, é ao quarto mês que a descida volta a acentuar-se, com o regresso das mães ao trabalho e aqui é fundamental a compreensão dos empregadores. “Uma solução é retirar o leite e congelá-lo, algumas mães já o fazem”, mas bom mesmo, para esta e para outras questões que têm a ver com a saúde do bebé, seria que a licença de maternidade efectiva fosse de seis meses, consideram. […]»

Fonte: Diário de Coimbra, 6/10/2008, “Taxas de aleitamento materno longe das recomendações da OMS”.

"Bebés nascem mais seguros em Coimbra"

«A utilização de pulseiras electrónicas nos bebés nascidos em maternidades e hospitais nacionais, bem como a instalação de sistemas de videovigilância com monitorização contínua e gravação de imagem em alta definição são medidas previstas num despacho da ministra da Saúde, Ana Jorge, e que serão obrigatórias já a partir de 2009. A Maternidade Bissaya Barreto (MBB) dispõe de um sistema de protecção por intermédio de pulseiras electrónicas desde Julho do ano passado e, há pouco mais de um mês, reforçou a segurança com um sistema de videovigilância.

[…] Sónia Marques desconhecia que a MBB já usava as pulseiras electrónicas há cerca de um ano. E também, confessa, nunca ficou muito amedrontada com as notícias de raptos das maternidades que surgem na comunicação social. Ainda assim, os poucos dias que ali passou foram «mais descansados».
Na altura em que falou com o Diário de Coimbra, esta mãe esperava já que a enfermeira viesse retirar a pulseira do seu pequeno António Rafael. Chegara o dia de ir para casa, na Marinha Grande. O filhote iria “emagrecer” as 20 gramas que pesa a pulseira e o respectivo dispositivo, colocados no pé do bebé minutos depois de nascer. […]

A enfermeira Eduarda Coto explica que o mecanismo colocado no pé do recém-nascido é composto por uma pulseira que tem encaixado um pequeno dispositivo electrónico. Este fornece informação sobre a localização do bebé e, à aproximação dos sensores instalados nas saídas das enfermarias, faz soar um alarme. Da mesma forma, é dado um sinal de alerta quando a pulseira é retirada do bebé. […]

Sílvia Lapa, de Cernache do Bonjardim, conhece bem as diferenças. Há quatro anos quando teve a sua primeira filha ainda não existiam estas medidas adicionais de segurança. Era sempre a medo e com pressa que ia à casa de banho, principalmente quando não tinha outras mães no quarto, conta. Com o Guilherme a usar a pulseira já toma um banho mais descansado.
Para os profissionais também existem vantagens. «Há turnos com mais trabalho, que não nos permitem estar tão atentos às movimentações e controlar as pessoas. Nas horas das visitas, a tranquilidade também é maior, sabendo que existem os alarmes das pulseiras», diz a enfermeira Cristina Pita. […]

Com os devidos procedimentos, o pequeno António Rafael lá foi “libertado” da sua pulseira electrónica. A pulseira propriamente dita foi oferecida como recordação, enquanto o dispositivo ficará, para proteger outro menino. E são muitos os que por ali passam. A Maternidade Bissaya Barreto faz cerca de 3.100 partos por ano e é, em algumas áreas de actuação, uma unidade de referência a nível nacional.
[…]

Os bebés do Hospital de São João, no Porto, ou de São Teotónio, em Viseu, usam pulseiras electrónicas desde 2006 e, entretanto, outros hospitais e maternidades, como é o caso da Maternidade Bissaya Barreto em Coimbra, adoptaram a medida que passará a ser obrigatória a partir do próximo ano.
O processo é simples e pretende uniformizar os procedimentos de segurança ao nível do SNS. A referida pulseira, que é pequena, leve, sem fios, será colocada no tornozelo do bebé ainda na sala de partos. Caso o recém-nascido se aproxime de uma zona não autorizada ou a pulseira seja danificada, o sistema produz um alarme e bloqueia de forma automática a porta de saída.
[…]
A Maternidade Daniel de Matos dispõe, há alguns anos, de sistema de videovigilância nos vários pisos e nos acessos, bem como realiza um controlo rigoroso das entradas e saídas de pessoas. Ainda não tem as pulseiras electrónicas para os recém-nascidos. Agostinho Almeida Santos, director do Departamento de Medicina Materno-Fetal Genética e Reprodução Humana dos Hospitais da Universidade de Coimbra, onde se insere a maternidade, esclarece que «a instituição tem tentado obter este equipamento, mas a restrição económica a que está sujeita não o tem permitido».
Um recente despacho da ministra da Saúde, Ana Jorge, prevê que, nos próximos cinco meses, todos os hospitais e maternidades se equipem com câmaras de videovigilância e utilizem as pulseiras electrónicas nos recém-nascidos. Os custos deverão ser suportados pelas próprias unidades de saúde.
Agostinho Almeida Santos está de acordo com esta medida adicional de segurança, mas considera que «quem fez esta determinação deverá agora dotar os hospitais e maternidades de verba» para instalação destes sistemas. «Com o nosso normal orçamento não podemos cumprir essa obrigação», frisa, lembrando ser cada vez mais difícil assumir despesas além das correntes. «Estamos disponíveis para executar, assim nos dêem meios para isso», remata.»

Fonte: Diário de Coimbra