A gravidez e os desejos bizarros

A Visão de Março traz um artigo com um título apetitoso ou, pelo menos, sugestivo: “Apetece-me comer uma esponja”!

Como se indica no artigo de Raquel Brito, 31% das grávidas admitem ter vontades bizarras. Entre os estranhos apetites e hábitos descritos contam-se os seguintes: mascar esponjas, saborear terra, deglutir pasta de dentes, cheirar lã de ovelha. Os mais misteriosos de todos talvez sejam os que estão associados à síndrome de pica – “ingestão compulsiva de substâncias não nutritivas como barro, giz, cal, sabão e gelo” – que está muitas vezes associado a anemia ou défice nutricional de ferro.

Com o apoio de uma nutricionista, Ana Sofia Rodrigues, é também feita uma análise que pretende explicar os apetites mais usuais das grávidas:

“Chocolate – Rico em vitamina B2, bom para o metabolismo

Carne Vermelha – Rica em ferro, importante para a síntese das células sanguíneas

Gelado – Rico em gordura e cálcio (se for de leite); evitar exageros

Laranja – Rica em vitamina C, poderoso antioxidante e importante na produção de colagénio (proteína existente em tecidos ósseos, pele, tendões, dentes e vasos sanguíneos)

Queijo – Rico em gordura e cálcio; consumir moderadamente.”

Já sabe, se lhe apetecer comer um pedacinho de terra de um vaso no parapeito da janela, ou se a pasta de dentes lhe souber a figo, não está sozinha. Em tom de brincadeira, o melhor será consumir tais ingredientes com moderação! Num tom mais sério, em certos casos será melhor falar com um especialista em saúde materna e obstétrica, pois tal desejo poderá ser um sintoma de um défice nutricional.

O Primeiro Choro – documentário a não perder na 9.ª Festa do Cinema Francês

Le Premier Cri

Hoje à noite às 21h no Teatro Gil Vicente em Coimbra

Resumo:
Durante a ocorrência de um eclipse total do sol pela lua, avistado em todo o mundo, o destino de várias personagens reais cruza-se num momento único e universal: o nascimento de um bebé. Esta é a emocionante e verdadeira história sobre o nosso primeiro grito da vida, aquele que emitimos quando nascemos e que anuncia a nossa chegada ao mundo. Das areias quentes do Sahara às planícies brancas da Sibéria, da beleza sagrada do Ganges ao Japão tradicional, este é um filme com imagens únicas, onde o cenário é a própria Terra. Um contraste de terras, de pessoas e de culturas, na mais bela e insólita das viagens. O nascimento no grande ecrã, visto à escala do planeta.

 

“Em poucas horas, a vida destas mulheres une-se pelo nascimento dos seus bebés. Mergulhamos no coração da sua intimidade com a modéstia e o respeito que o filme nos permite.”
Aline Paulhe, Première